17/04/2007

Células-Tronco - Parte II

Edit Posted by with No comments

Células-Tronco vence a Diabetes tipo 1

Uma terapia experimental com células-tronco, projetado para reverter a evolução da diabetes tipo 1, permitiu aos portadores da doença se livrarem das injeções de insulina por meses e, em um caso por três anos, revelou um estudo publicado nesta terça-feira nos Estados Unidos, supervisionado pelo cientista brasileiro Julio Voltarelli, da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto.

Treze dos 15 pacientes que participaram dos testes com a nova terapia conseguiram se livrar das injeções de insulina das quais depende a maioria dos diabéticos e continuam livres de insulina até hoje, informaram os autores do estudo em artigo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA).

A diabetes tipo 1 abrange apenas de 5 a 10 por cento de todos os casos da doença, mas pode resultar em complicações sérias, incluindo cegueira, falência renal, problemas cardíacos e derrame.

Ela ocorre quando o próprio sistema imunológico do corpo ataca e destrói as células beta do pâncreas, que produzem insulina, causando a falta do hormônio, necessário para regular os níveis de glicose no sangue.

Catorze dos 15 voluntários - 93% - ficaram livres das injeções de insulina por algum período que se seguiu ao tratamento.

Onze dos dispensados de tomar insulina suplementar depois do tratamento não recorreram desde então à insulina sintética. Os períodos de remissão variaram de 36 meses para o paciente que iniciou a terapia primeiro, a seis meses para os que a iniciaram mais tarde.

Outros dois pacientes precisaram de alguma insulina complementar por 12 a 20 meses depois do procedimento, mas finalmente ambos conseguiram se livrar das injeções de doses sintéticas do hormônio.

Um paciente ficou 12 meses sem injeções, mas teve uma recaída um ano depois do tratamento, após sofrer uma infecção viral, e retomou as injeções diárias de insulina.

Outro voluntário foi eliminado do estudo depois que apresentou complicações.

Segundo os autores da pesquisa, são necessários mais estudos para avaliar a segurança e a eficácia desta terapia, mas os primeiros indícios são encorajadores quanto aos benefícios e ao baixo risco de efeitos colaterais, que incluíram um caso de pneumonia e dois de disfunção hormonal.

Fonte:www.diabetenet.com.br

0 comentários: